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Na mídia

Morador 'turbina' segurança individual em apartamento


Condôminos recorrem a fechadura especial e até a guarda privativa em suas unidades, mesmo com a proteção dos prédios


Medidas foram tomadas após onda de arrastões; para psicóloga, ações individuais não geram segurança "real"
Cristina Moreno de Castro de São Paulo


O prédio do analista de sistemas Pedro Nunes, 27, tem leitor facial na portaria, 80 câmeras, quatro seguranças que circulam com sensores indicando lugares não vigiados na última hora, muros altos e cercas elétricas.

Mesmo assim, ele decidiu instalar fechaduras biométricas nas duas portas do apartamento, "para garantir se-gurança e comodidade".

Dos 225 apartamentos em seu condomínio, 39 aderiram às fechaduras biométricas desde a inauguração, em outubro passado.

Buscar a segurança individual do apartamento, independentemente da parafernália do prédio, é uma tendência desde o inicio do ano, segundo administradores de condomínio e empresários do ramo de segurança ouvidos pela Folha.

A lógica é que o bandido, uma vez dentro do prédio, vai preferir o lugar mais fácil de entrar. Houve 24 arrastões a condomínios paulistanos no ano passado e oito em 2011 - muitos em prédios de luxo munidos de todos os equipamentos de segurança.

Assim, pelo "receio das ondas de arrastão" que via pela TV, a arquiteta Paula Jochen, 30, instalou fechaduras com senha quando se mudou do interior para São Paulo. Já no Morumbi, um morador convenceu o síndico a permitir que um segurança pudesse ficar no hall de seu apartamento.

"Já achando que a barreira lá embaixo não vai funci¬nar, o morador busca essas alternativas", diz José Roberto Iampolsky, diretor-geral da Paris Condomínios.

"Nas assembleias, há oito meses, uma minoria de 30% dos moradores era preocupada com segurança e tachada de exagerada. Hoje, são 70%", diz Silvia Carreira, sócia do Grupo Light, que administra condomínios.

Embaladas pelas estatísticas, construtoras começaram até mesmo a vender prédios já com câmeras instaladas na entrada das unidades ou com infraestrutura para quem quiser colocá-las.

O setor de segurança eletrônica lucra: o crescimento médio é de 13% por ano e, em 2010, movimentou USS 1.68 bilhão (RS 2,68 bilhões).

O empresário Cássio Simões, 32, desembolsou USS 1,310 (pouco mais de RS 2.000) em equipamentos de segurança doméstica.

Na casa dele, um robozinho com rodas carrega uma cãmera para todos os cantos. As imagens podem ser vistas em qualquer computador.

"O prédio não tem nada, então fizemos nossa própria segurança", afirma.

A psicóloga Adriana Matsumoto, professora da PUC-SP que pesquisa segurança, diz que essas "soluções individualizadas" não resolvem o problema geral da segurança pública na cidade.

"A população com maior poder aquisitivo aumenta seus muros e adquire mais equipamentos, gerando uma indústria que enriquece com asensação de insegurança."

"As pessoas não demandam ações que produziriam segurança real"
Adriana Matsumoto
Psicóloga, professora da USP-SP



Folha de S. Paulo - 19 de junho de 2011.

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